Dados atualizados em
Contas do governo antes dos juros
Sobra (positivo) ou falta (negativo) de dinheiro, sem contar juros
−0,6% do PIB em 2026 (12 meses até agosto)
Em resumo
- Último dado: −0,6% do PIB em 2026 (12 meses até agosto).
- Maior valor: 3,7% do PIB em 2005. Menor valor: −9,2% do PIB em 2020.
- Por governo: a maior média anual foi no governo Lula 1 (3,5% do PIB).
Perguntas frequentes
Qual é o dado mais recente de contas do governo antes dos juros?
−0,6% do PIB em 2026 (12 meses até agosto). Fonte: Banco Central do Brasil.
Qual foi o maior valor de contas do governo antes dos juros e em que ano?
3,7% do PIB, em 2005. O menor valor da série foi −9,2% do PIB, em 2020.
Em qual governo foi a maior média de contas do governo antes dos juros?
A maior média anual foi no governo Lula 1 (3,5% do PIB). Média dos anos de cada mandato; o ano dividido entre dois presidentes conta para os dois, pelos meses de cada um, com dados do Banco Central do Brasil.
Sobre os dados
Acumulado em 12 meses até dezembro (SGS 5793, setor público consolidado: governo federal, estados, municípios e estatais, exceto Petrobras e Eletrobras). Positivo é superávit, negativo é déficit. O BC publica com sinal invertido (positivo é déficit), aqui o sinal foi corrigido. 2026: acumulado em 12 meses até agosto (setembro de 2025 a agosto de 2026), porque o ano ainda não terminou. Eventos pontuais mexem em alguns anos, em vários governos. 2010: na capitalização da Petrobras, o governo federal recebeu R$ 74,8 bilhões pela cessão onerosa do pré-sal e gastou R$ 42,9 bilhões comprando ações; a diferença, cerca de R$ 32 bilhões, melhorou o resultado do ano (Banco Central, Relatório Anual 2010). 2015: o governo federal pagou R$ 72,4 bilhões de atrasos a bancos públicos e ao FGTS (as "pedaladas"), R$ 55,6 bilhões só em dezembro; sem o pagamento de dezembro, o déficit do governo federal teria sido de R$ 61,1 bilhões, e não de R$ 116,7 bilhões (Câmara dos Deputados, Monitor Fiscal de fevereiro de 2016). 2016: a repatriação de recursos no exterior rendeu R$ 46,8 bilhões de imposto e multa, divididos entre União, estados e municípios (Senado Federal, Monitor Fiscal de janeiro de 2017). 2019: o leilão da cessão onerosa do pré-sal rendeu cerca de R$ 70 bilhões em bônus, dos quais cerca de R$ 34 bilhões voltaram à Petrobras, e o restante foi dividido entre União, estados e municípios (Ministério de Minas e Energia). 2020: os gastos para enfrentar a pandemia, como o auxílio emergencial, levaram ao maior déficit da série. 2022: as Emendas Constitucionais 113 e 114, de 2021, limitaram o pagamento de precatórios e adiaram parte deles; em 2022, cerca de R$ 39,5 bilhões ficaram para depois (Câmara dos Deputados, Consultoria de Orçamento). 2023: o governo federal pagou R$ 92,4 bilhões de precatórios depois que o STF derrubou esse limite (ADI 7064): R$ 60,1 bilhões de atrasados e o resto adiantado de 2024. Sem esse pagamento, o déficit do governo federal no ano teria sido de 1,3% do PIB, e não de 2,1% (Tesouro Nacional, Resultado do Tesouro de dezembro de 2023). Os valores em reais desses eventos vêm de fontes diferentes e quase sempre são do governo federal, não do setor público consolidado mostrado no gráfico.
Veja também
- Salário mínimo
- Renda média por pessoa
- Cesta básica
- Inflação no Brasil
- Salário mínimo necessário
- Horas de trabalho para comprar a cesta
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