Horas de trabalho para comprar a cesta
Quantas horas por mês uma pessoa precisa trabalhar para comprar a cesta básica
122,9 horas São Paulo −44,0% desde 1995
Em resumo
- Último dado: 122,9 horas em 2026 (São Paulo).
- Variação: −44,0% desde 1995.
- Maior valor: 219,3 horas em 1995. Menor valor: 102,1 horas em 2017.
- Por governo: a maior alta foi no governo Bolsonaro (+35,0%, de 2018 a 2022) e a maior queda no governo Lula 1 (−25,3%, de 2002 a 2006).
Perguntas frequentes
Qual é o dado mais recente de horas de trabalho para comprar a cesta?
122,9 horas em 2026 (São Paulo) (fonte: DIEESE).
Em que ano horas de trabalho para comprar a cesta teve o maior valor?
Em 1995, com 219,3 horas. O menor valor da série foi em 2017: 102,1 horas.
Em qual governo horas de trabalho para comprar a cesta mais subiu e mais caiu?
A maior alta foi no governo Bolsonaro (+35,0%, de 2018 a 2022) e a maior queda no governo Lula 1 (−25,3%, de 2002 a 2006). Conta do último dado antes da posse até o último do mandato.
Sobre os dados
Horas de trabalho por mês que quem ganha um salário mínimo precisa para comprar a cesta, conforme o DIEESE. O cálculo é custo da cesta dividido pelo salário mínimo bruto (sem descontar a Previdência) e multiplicado por 220 horas, a jornada mensal da Constituição. Os valores estão em horas decimais (por exemplo, 122,2 h são 122 horas e 14 minutos). Cada ponto é a média dos meses do ano. 2026 vai de janeiro a setembro. Setembro vem do banco de dados do DIEESE, consultado em 8 de outubro de 2026; o boletim mensal de setembro ainda não tinha sido publicado (o mais recente era o de agosto). A composição da cesta muda por região (Decreto-Lei 399, de 1938): nas capitais do Norte e do Nordeste há menos carne, usa-se farinha de mandioca no lugar da de trigo e a batata não entra, então o nível de preço entre capitais não é estritamente comparável. Série com a mesma ressalva de metodologia de 2016 e os mesmos meses sem dado de Belo Horizonte 2021 e Brasília 2019, além do recálculo de Belo Horizonte de 2021 a 2025. Em janeiro de 1995 o banco do DIEESE traz 224h41m, menos do que a conta pelo salário mínimo da época daria (cerca de 273 h); mantivemos o número do DIEESE, então a média de 1995 em São Paulo (219,3 h) fica cerca de 4 h abaixo do que a fórmula indicaria (223,3 h). O DIEESE pesquisa a cesta nas 27 capitais desde 2016 (antes eram 18), e o mapa mostra todas. Dez têm a série inteira desde 1995; Aracaju (desde 1996), Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Natal, Vitória e Campo Grande (desde 2013) também têm séries longas. Manaus (pesquisada desde 2009) e as nove que entraram em 2016 (Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luís e Teresina) ficaram sem coleta por anos, de meados de 2017 (Manaus e Cuiabá desde agosto de 2018, São Luís desde abril de 2019) até março de 2025; por isso não entram na linha do tempo e só aparecem no mapa nos anos completos. Em cada capital, ano com mês faltando fica de fora, menos os já citados.
Fonte: DIEESE, Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos
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