Contas do governo antes dos juros

Sobra (positivo) ou falta (negativo) de dinheiro, sem contar juros

−0,6% do PIB em 2026

Em resumo

  • Último dado: −0,6% do PIB em 2026.
  • Maior valor: 3,7% do PIB em 2005. Menor valor: −9,2% do PIB em 2020.
  • Por governo: a maior média anual foi no governo Lula 1 (3,5% do PIB) e a menor no governo Bolsonaro (−2,0% do PIB).

Perguntas frequentes

Qual é o dado mais recente de contas do governo antes dos juros?

−0,6% do PIB em 2026 (fonte: Banco Central do Brasil).

Em que ano contas do governo antes dos juros teve o maior valor?

Em 2005, com 3,7% do PIB. O menor valor da série foi em 2020: −9,2% do PIB.

Em qual governo contas do governo antes dos juros teve a maior média?

A maior média anual foi no governo Lula 1 (3,5% do PIB) e a menor no governo Bolsonaro (−2,0% do PIB). Média dos anos de cada mandato, com dados de Banco Central do Brasil.

Sobre os dados

Acumulado em 12 meses até dezembro (SGS 5793, setor público consolidado: governo federal, estados, municípios e estatais, exceto Petrobras e Eletrobras). Positivo é superávit, negativo é déficit. O BC publica com sinal invertido (positivo é déficit), aqui o sinal foi corrigido. 2026: acumulado em 12 meses até agosto (setembro de 2025 a agosto de 2026), porque o ano ainda não terminou. Eventos pontuais mexem em alguns anos. 2010: na capitalização da Petrobras, o governo federal recebeu R$ 74,8 bilhões pela cessão onerosa do pré-sal e gastou R$ 42,9 bilhões comprando ações; a diferença, cerca de R$ 32 bilhões, melhorou o resultado do ano (Banco Central, Relatório Anual 2010). 2023: o governo federal pagou R$ 92,4 bilhões de precatórios atrasados, depois que o STF derrubou o limite criado em 2021 (ADI 7064). Sem esse pagamento, o déficit do governo federal no ano teria sido de 1,3% do PIB, e não de 2,1% (Tesouro Nacional, Resultado do Tesouro de dezembro de 2023). Esses números do Tesouro são do governo federal, não do setor público consolidado mostrado no gráfico.

Fonte: Banco Central do Brasil

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