Fonte atualizada em julho de 2026

Homicídios: registro da polícia ou da saúde

Taxa por 100 mil: Anuário (boletim de ocorrência) e Atlas da Violência (certidão de óbito)

20,8 por 100 mil Polícia −6,9 por 100 mil desde 2012

Em resumo

  • Último dado (polícia): 20,8 por 100 mil em 2024.
  • Variação: −6,9 por 100 mil desde 2012.
  • Maior valor: 31,2 por 100 mil em 2017. Menor valor: 20,8 por 100 mil em 2024 (em 2024 quase dobraram as mortes violentas registradas sem causa definida na saúde, que não entram na linha do SIM).
  • Por governo: a maior queda foi no governo Bolsonaro, −5,2 por 100 mil de 2018 a 2022 (−1,3 por 100 mil por ano).

Perguntas frequentes

Qual é o dado mais recente de homicídios: registro da polícia ou da saúde (polícia)?

20,8 por 100 mil em 2024. Fonte: FBSP.

Qual foi o maior valor de homicídios: registro da polícia ou da saúde (polícia) e em que ano?

31,2 por 100 mil, em 2017. O menor valor da série foi 20,8 por 100 mil, em 2024 (em 2024 quase dobraram as mortes violentas registradas sem causa definida na saúde, que não entram na linha do SIM).

Em qual governo houve a maior alta e a maior queda de homicídios: registro da polícia ou da saúde (polícia)?

A maior queda foi no governo Bolsonaro, −5,2 por 100 mil de 2018 a 2022 (−1,3 por 100 mil por ano). Conta do último dado antes da posse até o último do mandato, comparada por ano porque os mandatos têm tamanhos diferentes.

Sobre os dados

As duas linhas medem quase a mesma coisa por caminhos diferentes. A do Anuário conta vítimas registradas pela polícia (homicídio doloso, latrocínio, lesão seguida de morte e intervenção policial). A do Atlas conta mortes por agressão e intervenção legal que aparecem na certidão de óbito (CID-10 X85 a Y09, Y35 e Y36), por local de residência. A polícia só registra o que chega a ela e classifica pela investigação; a saúde conta todo óbito com causa de agressão, mas pode ter causa mal definida. Até 2018 a saúde fica um pouco acima (até 1,2 ponto); de 2019 em diante é a polícia que fica um pouco acima (entre 0,2 e 1,1 ponto). No Brasil todo a diferença é pequena em todos os anos, porque os erros dos estados para mais e para menos se compensam; num estado só ela pode ser grande. A inversão de 2019 coincide com o salto das mortes violentas registradas sem causa definida na saúde, que não entram na linha do SIM. A tendência é a mesma nas duas: pico em 2017, queda até 2019, alta em 2020 e queda depois. A série da saúde é a mesma do gráfico "Homicídios no Brasil".

Fonte: FBSP, Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (Tabela 02) e Atlas da Violência/Ipea com dados do SIM/Ministério da Saúde

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