Homicídios nas capitais

Mortes por agressão e por ação policial por 100 mil habitantes, no conjunto das capitais e em cada uma

18,8 por 100 mil Todas as capitais −21,0 por 100 mil desde 2000

Em resumo

  • Último dado: 18,8 por 100 mil em 2024 (Todas as capitais).
  • Variação: −21,0 por 100 mil desde 2000.
  • Maior valor: 40,4 por 100 mil em 2003. Menor valor: 18,8 por 100 mil em 2024.
  • Por governo: a maior alta foi no governo Dilma 1 (+0,6 por 100 mil, de 2010 a 2014) e a maior queda no governo Bolsonaro (−7,0 por 100 mil, de 2018 a 2022).

Perguntas frequentes

Qual é o dado mais recente de homicídios nas capitais?

18,8 por 100 mil em 2024 (Todas as capitais) (fonte: Ministério da Saúde).

Em que ano homicídios nas capitais teve o maior valor?

Em 2003, com 40,4 por 100 mil. O menor valor da série foi em 2024: 18,8 por 100 mil.

Em qual governo homicídios nas capitais mais subiu e mais caiu?

A maior alta foi no governo Dilma 1 (+0,6 por 100 mil, de 2010 a 2014) e a maior queda no governo Bolsonaro (−7,0 por 100 mil, de 2018 a 2022). Conta do último dado antes da posse até o último do mandato.

Sobre os dados

Conta mortes por agressão (CID-10 X85 a Y09) e por intervenção legal e operações de guerra (Y35 e Y36; na prática, mortes causadas por policiais em ação, pois não há Y36 nas capitais), pelo município onde a pessoa morta morava, como o Atlas da Violência faz. Não inclui as mortes de causa indeterminada (Y10 a Y34), que o Atlas estima à parte. Mortes sem município informado ficam de fora. Atenção para São Paulo e Rio de Janeiro: nessas cidades o SIM registra muitas mortes violentas como "intenção indeterminada" (CID-10 Y10 a Y34), que não entram aqui. Em São Paulo isso cresceu a partir de 2018: em 2024 foram 2.693 mortes de moradores com intenção indeterminada (290 delas por arma de fogo), contra 279 contadas como homicídio; a Secretaria da Segurança Pública registrou 481 ocorrências de homicídio doloso na capital em 2024. Por isso a taxa de São Paulo (2,3 em 2024) está muito abaixo da real, e parte da queda desde 2000 é perda de registro, não só menos crimes. No Rio, o mesmo aconteceu em 2019: as mortes de intenção indeterminada saltaram de 654 para 2.275 e a taxa caiu para 11,1, entre 27,9 (2018) e 19,5 (2020); a polícia (ISP-RJ) registrou 1.134 homicídios dolosos e 726 mortes por intervenção policial na cidade em 2019. O Atlas da Violência 2026, que estima esses homicídios ocultos, calcula para São Paulo 15,3 por 100 mil em 2024 e para o Rio 26,9 em 2019. A série "Todas as capitais" soma as mortes das 27 capitais e divide pela soma das suas populações; ela também sofre com esse subregistro. População usada: a oficial do IBGE (SIDRA): Censo 2000, estimativas anuais (tabela 6579) de 2001 a 2021, Contagem 2007, Censo 2010, Censo 2022 e estimativa de 2024 (feita sobre o Censo 2022). O IBGE não divulgou população municipal de 2023, então 2023 não aparece. Quebra importante: o Censo 2022 encontrou bem menos gente que as estimativas antigas em muitas capitais (Porto Velho, Belém, Natal e Salvador, por exemplo, 10% a 20% a menos), então a taxa de 2022 sobe um pouco por causa da população, não só das mortes. Dados do SIM até 2024 são finais. Em cidades menores, poucas mortes a mais ou a menos mudam bem a taxa.

Fonte: Ministério da Saúde, SIM/DATASUS (TabNet, Óbitos por Causas Externas, por município de residência); população: IBGE (estimativas, contagens e censos municipais, SIDRA)

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